sábado, 21 de novembro de 2009

Competências para resolver problemas e para analisar a resolução de problemas: um estudo junto a professores, licenciandos, pedagogos e psicólogos

AUTORES:
Maria Helena FáveroI; Regina da Silva Pina NevesII
I Universidade de Brasília II Faculdade Jesus Maria José - FAJESU
RESUMO:
As avaliações oficiais e as pesquisas apontam dificuldades particulares com a divisão e os números racionais, sugerindo que o ensino valoriza as regras do algoritmo em detrimento do conceito, não ampliando a compreensão dos sistemas numéricos (Fávero, 2001; 2007). Inspirando-nos no estudo de Fávero (1994) sobre a prova de matemática, desenvolvemos dois estudos. No primeiro, apresentamos a 20 professores do ensino fundamental três tarefas escritas retiradas de avaliações escolares. Para cada uma, propusemos questões sobre a notação, a interpretação dos erros, a correção feita e o tipo de procedimento que sanaria as dificuldades. No segundo estudo, apresentamos a 26 pedagogas e 6 psicólogas duas tarefas: a resolução de uma situação-problema e a análise dos registros de sete alunos produzidos na resolução de três situações-problema. Os resultados evidenciaram que, no geral, os participantes descrevem o erro sem levantar hipóteses; atribuem-no ao aluno; e apresentam discurso construtivista, incompatível com suas respostas e dúvidas conceituais.
Palavras-chave: Ensino da matemática, Solução de problemas, Avaliação.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O tema jogo infantil no periódico Pro-Posições

AUTORES:
Flávia Roberta dos Santos Pereira; Litza Pereira Santos; Karen Santos Amorim; Lílian Miranda Bastos Pacheco
Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia
RESUMO:
Este trabalho pretende analisar os artigos sobre o tema jogo na Educação Infantil no periódico Pro-Posições de 1990 a 2003. A atividade lúdica é de extrema importância na infância, sendo uma das formas da criança entrar em contato com a realidade. Seis artigos foram analisados, segundo os critérios: data de publicação, autoria, filiação institucional, objeto de estudo, enfoques teórico/metodológico e conclusões dos estudos. As análises indicam que a frequência dos estudos aumentou consideravelmente desde 1994. Os autores são mulheres, professoras ou alunas, ligadas à pós-graduação nas Regiões Sul/Sudeste de universidades públicas. As pesquisas investigam relações entre jogo e desenvolvimento, brincar, cultura; fundamentam-se nas abordagens psicogenética, sócio-cultural ou na filosofia analítica; e envolvem estudos empíricos ou teóricos. Os artigos destacam a importância de se aprofundar os estudos sobre este momento da educação, em que funções maternas e educacionais se confundem, reunindo as potencialidades da atividade lúdica às necessidades da criança.
Palavras-chave: Educação infantil, Jogos, Brincadeiras.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Jogos de regras e relações cooperativas na escola: uma análise psicogenética

AUTORES:
Ana Paula Sthel Caiado; Claudia Broetto Rossetti
Universidade Federal do Espírito Santo
RESUMO:
Trata-se de um estudo sobre a inserção de jogos de regras na escola como estratégia facilitadora do desenvolvimento de relações cooperativas. De acordo com a abordagem psicogenética, o jogo de regras, ao possibilitar trocas entre iguais baseadas na reciprocidade, acaba por favorecer a cooperação. Buscou-se, então, analisar no cotidiano de duas escolas as configurações dadas ao jogar e as tendências cooperativas de seus alunos. Na primeira etapa da coleta dos dados, utilizou-se um roteiro de entrevista para os profissionais pedagógicos e um protocolo de observação. Tais instrumentos destinaram-se à caracterização das escolas em termos da utilização de jogos de regras. A investigação dos aspectos relacionados à cooperação exigiu um roteiro de entrevista para os alunos e os dados foram sistematizados de forma descritiva. Os resultados demonstraram que a maior presença dos jogos de regras no contexto da escola construtivista foi acompanhada por um maior desempenho cooperativo de seus alunos.
Palavras-chave: Jogos de regras, Cooperação, Epistemologia genética.

Psicologia Escolar no Brasil e no Maranhão: percursos históricos e tendências atuais

AUTORES:
Tatiana Oliveira de CarvalhoI; Claisy Maria Marinho-AraujoII
I Unidade de Ensino Superior Dom Bosco II Universidade de Brasília
RESUMO:
Discute-se o cenário atual da Psicologia Escolar no Maranhão, tendo como parâmetro as transformações ocorridas nas últimas décadas em âmbito nacional. Foi realizado um estudo bibliográfico sobre o tema, a partir do qual se levantaram reflexões sobre o histórico e as tendências atuais no âmbito da formação e atuação do psicólogo escolar no estado. Considera-se que no Maranhão necessita-se da contribuição de psicólogos escolares que, seguros de seu papel e intencionalidade, construam uma identidade profissional comprometida com as transformações sociais do contexto local, o que começa a se efetivar através do aprimoramento da formação na área.
Palavras-chave: Psicologia Escolar, Formação do psicólogo, Atuação do psicólogo.

Leitura de histórias e evocação de estados mentais por pré-escolares

AUTORES:
Marisa Cosenza Rodrigues; Mariana Wierman Henriques; Marina de Oliveira Patrício
Departamento de Psicologia, Universidade Federal de Juiz de Fora
RESUMO:
Esta pesquisa visou investigar a evocação de termos mentais por pré-escolares de 5 e 6 anos na leitura de um livro infantil nacional contendo narrativa por imagem (Truks - Editora Ática). Os relatos individuais das crianças, selecionadas por faixa etária, foram gravados, transcritos e analisados identificando-se palavras e expressões voltadas para os estados mentais mediante 4 categorias: termos cognitivos, emocionais, de desejo/intenção e perceptivos. Os resultados indicaram que as crianças de ambas as idades utilizaram termos referentes a estados mentais na leitura de narrativa por imagem. Os termos mais evocados foram os perceptivos, seguidos dos emocionais, cognitivos e de desejo/intenção. Houve diferença significativa entre o número total de termos evocados pelas crianças de 6 anos (264) e as de 5 anos (183). A predominância de termos perceptivos indica que as crianças focalizaram em suas narrativas mais termos que denotam comportamentos físicos e ações das personagens do que propriamente estados subjetivos.
Palavras-chave: Filosofia da mente, Educação infantil, Literatura infantil.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Psicólogo e escola: a compreensão de estudantes do ensino fundamental sobre esta relação

AUTORES:
Izabella Mendes Sant'Ana; Antonio Euzébios Filho; Fernando Lacerda Junior; Raquel Souza Lobo Guzzo
Pontifícia Universidade Católica de Campinas
RESUMO:
Este estudo visou compreender como alunos do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal de Campinas percebiam o papel do psicólogo na escola. As informações foram obtidas por meio de desenhos e escrita para 127 alunos de 1ª a 4ª séries e de respostas a duas perguntas sobre a atuação do psicólogo para 113 alunos de 5ª a 8ª séries. Os resultados apontaram que, em geral, os alunos perceberam o psicólogo como um profissional que conversa sobre a vida e fornece apoio à comunidade escolar, atuando como mediador nas interações sociais ocorridas nesse contexto. As expectativas dos alunos de 5ª a 8ª séries acerca do trabalho do psicólogo envolveram: orientação, ajuda à escola e seus agentes na resolução de problemas e participação ativa no cotidiano escolar. Foi evidenciada uma tendência positiva quanto à inserção do psicólogo na escola na visão dos estudantes, mesmo com limitações na compreensão do seu papel.
Palavras-chave: Psicologia escolar, Estudantes de 1o. grau, Psicológos escolares.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Modos de resolução de labirintos por alunos da escola fundamental

AUTORES:
Lino de Macedo; Gisele Escorel de Carvalho; Ana Lúcia Sicoli Petty
Laboratório de Psicopedagogia (LaPp), Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo
RESUMO:
Saber planejar expressa uma forma de antecipação com pré-correção de erros e uso de inferências. Esta questão foi aqui analisada em 60 matrizes de labirintos (20 A, 20 B e 20 C), resolvidas por 20 alunos da Escola Fundamental, entre 7 e 11 anos. Deste total, 31 matrizes foram resolvidas com um único traçado. As 29 restantes foram analisadas, considerando-se, dentre outros, procedimentos indicadores de planejamento: (1) começar do final, (2) aproveitar o traçado anterior e (3) interromper o traçado. O procedimento (1) foi utilizado pelos sujeitos em 7 matrizes; o procedimento (2) em 9; e o procedimento (3) em 5. Na discussão, apoiada em estudos comparáveis realizados por Piaget, destacaram-se três níveis de resolução das matrizes utilizadas. E, nas considerações finais, foram descritas algumas formas de intervenção, visando favorecer, em um contexto educacional, o desenvolvimento da habilidade de antecipação em crianças.
Palavras-chave: Aprendizagem, Jogos, Labirintos, Piaget.