sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Modos de resolução de labirintos por alunos da escola fundamental

AUTORES:
Lino de Macedo; Gisele Escorel de Carvalho; Ana Lúcia Sicoli Petty
Laboratório de Psicopedagogia (LaPp), Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo
RESUMO:
Saber planejar expressa uma forma de antecipação com pré-correção de erros e uso de inferências. Esta questão foi aqui analisada em 60 matrizes de labirintos (20 A, 20 B e 20 C), resolvidas por 20 alunos da Escola Fundamental, entre 7 e 11 anos. Deste total, 31 matrizes foram resolvidas com um único traçado. As 29 restantes foram analisadas, considerando-se, dentre outros, procedimentos indicadores de planejamento: (1) começar do final, (2) aproveitar o traçado anterior e (3) interromper o traçado. O procedimento (1) foi utilizado pelos sujeitos em 7 matrizes; o procedimento (2) em 9; e o procedimento (3) em 5. Na discussão, apoiada em estudos comparáveis realizados por Piaget, destacaram-se três níveis de resolução das matrizes utilizadas. E, nas considerações finais, foram descritas algumas formas de intervenção, visando favorecer, em um contexto educacional, o desenvolvimento da habilidade de antecipação em crianças.
Palavras-chave: Aprendizagem, Jogos, Labirintos, Piaget.

domingo, 13 de setembro de 2009

Valor de tarefas de aprendizagem para universitários de cursos noturnos

AUTORA:
Valdete Maria Ruiz
Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino de São João da Boa Vista
RESUMO:
Objetivou-se analisar a ocorrência de diferenças na variável motivacional valor da tarefa entre estudantes de primeiro e último ano de três cursos do período noturno, em um centro universitário privado. Participaram 120 estudantes, sendo 20 do primeiro e 20 do quarto ano dos cursos de Administração, Ciência da Computação e Educação Física. Os dados foram obtidos por meio da sub-escala Valor da Tarefa do questionário Motivação e Atitudes Acadêmicas, elaborado a partir da tradução e adaptação do instrumento MSLQ. A análise de variância indicou diferença significante a favor do grupo do quarto ano de Ciência da Computação em relação aos demais (p<0,05). Os resultados são discutidos com base no modelo expectativa-valor da motivação, sugerindo que o componente valor ou interesse intrínseco foi o principal responsável pela redução do valor que esses participantes atribuíram às suas tarefas de aprendizagem.
Palavras-chave: Motivação, Ensino Superior, Atitudes.

Desvendando a queixa escolar: um estudo no Serviço de Psicologia da Universidade Federal de Rondônia

AUTORES:
Mariana Sathie Nakamura; Vanessa Aparecida Alves de Lima; Iracema Neno Cecilio Tada; Maria Hercília Rodrigues Junqueira
Universidade Federal de Rondônia
RESUMO:
Na história da psicologia escolar, a compreensão dos processos de produção e acompanhamento da queixa escolar é essencial, pois revelam a forma como a educação é percebida e construída pelos diversos atores do cenário educacional. Nesta perspectiva, procura-se conhecer a queixa escolar na cidade de Porto Velho (RO), por meio dos prontuários do Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Foram analisados 634 prontuários, entre os anos de 1993 e 2006. Os prontuários foram analisados pela categorização de Souza (1997), acrescentando uma categoria (causa apontada pelos familiares). Os resultados corroboram pesquisas nacionais de mesmo cunho, onde a queixa escolar sofre um processo de patologização, psicologização e medicalização, bem como recebe atendimento na clínica-escola onde não se consideram os diversos atores da produção do fracasso escolar, nomeando o aluno e seus familiares pelos problemas constitucionais e emocionais.
Palavras-chave: Problemas escolares, Psicologia escolar, Prontuários.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

CRIANÇAS BRASILEIRAS NO SÉCULO XIX: MAL EDUCADAS, MAL CRIADAS OU (DES)CIVILIZADAS?

AUTORA:
Magda Sarat Oliveira, Universidade Estadual do Centro-Oeste
RESUMO:
O comportamento e o relacionamento estabelecido entre adultos e crianças no Brasil do século XIX foi observado e registrado por “viajantes estrangeiros” que aqui estiveram. Esses relatos teciam inúmeras críticas ao relacionamento entre adultos e crianças e destacavam um “modo de ser” das crianças brasileiras em contraste com as crianças européias. Criou-se a partir daí uma concepção de que as crianças brasileiras teriam comportamentos inadequados, precisando de normas para “civilizá-las” e regular o seu modo de agir. Nesse contexto, discutiremos as concepções de infância/criança no período, a partir da bibliografia sobre os relatos de viajantes, do texto de uma educadora alemã que esteve no Brasil por volta de 1881 (Os meus romanos, alegrias e tristezas de uma educadora alemã no Brasil - Ina Von Binzer) e da possibilidade de estabelecimento de um processo civilizador para a infância brasileira.
Palavras-Chave: Criança; História; Comportamento; Relatos de viagem.

sábado, 27 de junho de 2009

Avaliação de crianças com indicação de dificuldades de aprendizagem pela bateria Woodcock-Johnson III

AUTORES:
Dalva Alice Rocha Mól I, Solange Muglia Wechsler II,
I Faculdades Integradas de Santa Fé do Sul
II Pontifícia Universidade Católica de Campinas
RESUMO:
Este estudo investigou as habilidades cognitivas de crianças com indicação de dificuldades de aprendizagem por seus professores. Participaram 60 crianças de ambos os sexos, idades de 7 a 10 anos, 30 sem indicação de dificuldades de aprendizagem e 30 com indicação de dificuldades de aprendizagem da primeira e segunda série, e oito professores. Utilizou-se a Bateria de Habilidades Cognitivas Woodcock-Johnson III (WJ III), composta por 10 testes e as notas escolares em Português, Matemática e Ciências. A Análise da Variância apontou efeitos de grupo em todas as habilidades avaliadas de série escolar. A correlação de Pearson apontou relações significativas entre as habilidades inteligência cristalizada, recuperação à longo prazo, processamento auditivo, raciocínio fluido e memória de trabalho com as notas de Português, como também desta última com a Matemática. Concluiu-se que a WJ III é válida para identificar dificuldades de aprendizagem.
Palavras-chave: Dificuldades de aprendizagem, Bateria Woodcock-Johnson III, Validação.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O resgate das demonstrações: uma contribuição da Informática à formação do professor de Matemática

AUTORES:
Emilia Barra Ferreira I, Adriana Benevides Soares II, Josefino Cabral Lima III,
I Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro
II Universidade Salgado de Oliveira
III Universidade Federal do Rio de Janeiro
RESUMO:
Este trabalho teve por objetivo investigar a contribuição dos ambientes de geometria dinâmica num processo de formação continuada de professores de Matemática, no sentido de incentivá-los ao uso das demonstrações. Nessa direção, foi desenvolvida uma engenharia didática, em ambiente de geometria dinâmica, buscando a formação dos professores participantes tanto em aspectos conceituais quanto didáticos. Oito professores em exercício do ensino de Matemática participaram dos trabalhos e os instrumentos utilizados para coleta de dados foram: questionários de sondagem, produção dos participantes na forma de material escrito, registro das manifestações dos professores durante a discussão de textos, seqüência didática elaborada pelos participantes para aplicação com seus alunos. Os resultados revelaram que o trabalho, nesse ambiente, se constitui numa alternativa eficiente no processo de formação de professores no sentido de incentivá-los ao uso das demonstrações.
Palavras-chave: Formação de professores, Demonstrações, Geometria dinâmica.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Análise fatorial com informação completa de uma prova de compreensão em leitura em estatística

AUTORES:
Anelise Silva Dias; Claudette Maria Medeiros Vendramini
Universidade São Francisco
RESUMO:
O objetivo principal deste estudo foi o de verificar evidência de validade de construto de uma prova de compreensão em leitura de um texto com informações estatísticas em estudantes de Psicologia. Foram participantes 206 estudantes regularmente matriculados no curso de Psicologia, sendo 79,1% do gênero feminino, com idades variando de 17 a 54 anos, M = 25,9 e DP = 6,8; 82,5% do período diurno e noturno. Foi utilizada uma prova de compreensão em leitura formada a partir de um texto específico que envolve conceitos estatísticos. O instrumento foi aplicado coletivamente em uma sessão, em horários regulares de aula. Os resultados da análise fatorial com informação completa revelaram a predominância unidimensional para os itens da prova de leitura específica, explicando 24,8% da variância entre os itens. O coeficiente de fidedignidade avaliado pelo coeficiente de Kuder-Richardson, igual a 0,813, indicou que a prova apresenta uma boa precisão.
Palavras-chave: Estatística, Estudantes universitários, Psicologia educacional.