quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Psicologia Escolar no Brasil e no Maranhão: percursos históricos e tendências atuais

AUTORES:
Tatiana Oliveira de CarvalhoI; Claisy Maria Marinho-AraujoII
I Unidade de Ensino Superior Dom Bosco II Universidade de Brasília
RESUMO:
Discute-se o cenário atual da Psicologia Escolar no Maranhão, tendo como parâmetro as transformações ocorridas nas últimas décadas em âmbito nacional. Foi realizado um estudo bibliográfico sobre o tema, a partir do qual se levantaram reflexões sobre o histórico e as tendências atuais no âmbito da formação e atuação do psicólogo escolar no estado. Considera-se que no Maranhão necessita-se da contribuição de psicólogos escolares que, seguros de seu papel e intencionalidade, construam uma identidade profissional comprometida com as transformações sociais do contexto local, o que começa a se efetivar através do aprimoramento da formação na área.
Palavras-chave: Psicologia Escolar, Formação do psicólogo, Atuação do psicólogo.

Leitura de histórias e evocação de estados mentais por pré-escolares

AUTORES:
Marisa Cosenza Rodrigues; Mariana Wierman Henriques; Marina de Oliveira Patrício
Departamento de Psicologia, Universidade Federal de Juiz de Fora
RESUMO:
Esta pesquisa visou investigar a evocação de termos mentais por pré-escolares de 5 e 6 anos na leitura de um livro infantil nacional contendo narrativa por imagem (Truks - Editora Ática). Os relatos individuais das crianças, selecionadas por faixa etária, foram gravados, transcritos e analisados identificando-se palavras e expressões voltadas para os estados mentais mediante 4 categorias: termos cognitivos, emocionais, de desejo/intenção e perceptivos. Os resultados indicaram que as crianças de ambas as idades utilizaram termos referentes a estados mentais na leitura de narrativa por imagem. Os termos mais evocados foram os perceptivos, seguidos dos emocionais, cognitivos e de desejo/intenção. Houve diferença significativa entre o número total de termos evocados pelas crianças de 6 anos (264) e as de 5 anos (183). A predominância de termos perceptivos indica que as crianças focalizaram em suas narrativas mais termos que denotam comportamentos físicos e ações das personagens do que propriamente estados subjetivos.
Palavras-chave: Filosofia da mente, Educação infantil, Literatura infantil.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Psicólogo e escola: a compreensão de estudantes do ensino fundamental sobre esta relação

AUTORES:
Izabella Mendes Sant'Ana; Antonio Euzébios Filho; Fernando Lacerda Junior; Raquel Souza Lobo Guzzo
Pontifícia Universidade Católica de Campinas
RESUMO:
Este estudo visou compreender como alunos do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal de Campinas percebiam o papel do psicólogo na escola. As informações foram obtidas por meio de desenhos e escrita para 127 alunos de 1ª a 4ª séries e de respostas a duas perguntas sobre a atuação do psicólogo para 113 alunos de 5ª a 8ª séries. Os resultados apontaram que, em geral, os alunos perceberam o psicólogo como um profissional que conversa sobre a vida e fornece apoio à comunidade escolar, atuando como mediador nas interações sociais ocorridas nesse contexto. As expectativas dos alunos de 5ª a 8ª séries acerca do trabalho do psicólogo envolveram: orientação, ajuda à escola e seus agentes na resolução de problemas e participação ativa no cotidiano escolar. Foi evidenciada uma tendência positiva quanto à inserção do psicólogo na escola na visão dos estudantes, mesmo com limitações na compreensão do seu papel.
Palavras-chave: Psicologia escolar, Estudantes de 1o. grau, Psicológos escolares.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Modos de resolução de labirintos por alunos da escola fundamental

AUTORES:
Lino de Macedo; Gisele Escorel de Carvalho; Ana Lúcia Sicoli Petty
Laboratório de Psicopedagogia (LaPp), Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo
RESUMO:
Saber planejar expressa uma forma de antecipação com pré-correção de erros e uso de inferências. Esta questão foi aqui analisada em 60 matrizes de labirintos (20 A, 20 B e 20 C), resolvidas por 20 alunos da Escola Fundamental, entre 7 e 11 anos. Deste total, 31 matrizes foram resolvidas com um único traçado. As 29 restantes foram analisadas, considerando-se, dentre outros, procedimentos indicadores de planejamento: (1) começar do final, (2) aproveitar o traçado anterior e (3) interromper o traçado. O procedimento (1) foi utilizado pelos sujeitos em 7 matrizes; o procedimento (2) em 9; e o procedimento (3) em 5. Na discussão, apoiada em estudos comparáveis realizados por Piaget, destacaram-se três níveis de resolução das matrizes utilizadas. E, nas considerações finais, foram descritas algumas formas de intervenção, visando favorecer, em um contexto educacional, o desenvolvimento da habilidade de antecipação em crianças.
Palavras-chave: Aprendizagem, Jogos, Labirintos, Piaget.

domingo, 13 de setembro de 2009

Valor de tarefas de aprendizagem para universitários de cursos noturnos

AUTORA:
Valdete Maria Ruiz
Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino de São João da Boa Vista
RESUMO:
Objetivou-se analisar a ocorrência de diferenças na variável motivacional valor da tarefa entre estudantes de primeiro e último ano de três cursos do período noturno, em um centro universitário privado. Participaram 120 estudantes, sendo 20 do primeiro e 20 do quarto ano dos cursos de Administração, Ciência da Computação e Educação Física. Os dados foram obtidos por meio da sub-escala Valor da Tarefa do questionário Motivação e Atitudes Acadêmicas, elaborado a partir da tradução e adaptação do instrumento MSLQ. A análise de variância indicou diferença significante a favor do grupo do quarto ano de Ciência da Computação em relação aos demais (p<0,05). Os resultados são discutidos com base no modelo expectativa-valor da motivação, sugerindo que o componente valor ou interesse intrínseco foi o principal responsável pela redução do valor que esses participantes atribuíram às suas tarefas de aprendizagem.
Palavras-chave: Motivação, Ensino Superior, Atitudes.

Desvendando a queixa escolar: um estudo no Serviço de Psicologia da Universidade Federal de Rondônia

AUTORES:
Mariana Sathie Nakamura; Vanessa Aparecida Alves de Lima; Iracema Neno Cecilio Tada; Maria Hercília Rodrigues Junqueira
Universidade Federal de Rondônia
RESUMO:
Na história da psicologia escolar, a compreensão dos processos de produção e acompanhamento da queixa escolar é essencial, pois revelam a forma como a educação é percebida e construída pelos diversos atores do cenário educacional. Nesta perspectiva, procura-se conhecer a queixa escolar na cidade de Porto Velho (RO), por meio dos prontuários do Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Foram analisados 634 prontuários, entre os anos de 1993 e 2006. Os prontuários foram analisados pela categorização de Souza (1997), acrescentando uma categoria (causa apontada pelos familiares). Os resultados corroboram pesquisas nacionais de mesmo cunho, onde a queixa escolar sofre um processo de patologização, psicologização e medicalização, bem como recebe atendimento na clínica-escola onde não se consideram os diversos atores da produção do fracasso escolar, nomeando o aluno e seus familiares pelos problemas constitucionais e emocionais.
Palavras-chave: Problemas escolares, Psicologia escolar, Prontuários.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

CRIANÇAS BRASILEIRAS NO SÉCULO XIX: MAL EDUCADAS, MAL CRIADAS OU (DES)CIVILIZADAS?

AUTORA:
Magda Sarat Oliveira, Universidade Estadual do Centro-Oeste
RESUMO:
O comportamento e o relacionamento estabelecido entre adultos e crianças no Brasil do século XIX foi observado e registrado por “viajantes estrangeiros” que aqui estiveram. Esses relatos teciam inúmeras críticas ao relacionamento entre adultos e crianças e destacavam um “modo de ser” das crianças brasileiras em contraste com as crianças européias. Criou-se a partir daí uma concepção de que as crianças brasileiras teriam comportamentos inadequados, precisando de normas para “civilizá-las” e regular o seu modo de agir. Nesse contexto, discutiremos as concepções de infância/criança no período, a partir da bibliografia sobre os relatos de viajantes, do texto de uma educadora alemã que esteve no Brasil por volta de 1881 (Os meus romanos, alegrias e tristezas de uma educadora alemã no Brasil - Ina Von Binzer) e da possibilidade de estabelecimento de um processo civilizador para a infância brasileira.
Palavras-Chave: Criança; História; Comportamento; Relatos de viagem.