quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Escala de atitudes frente à escola: validade fatorial e consistência interna

AUTORES:
Patrícia Nunes da Fonseca; Valdiney V. Gouveia; Rildésia S. V. Gouveia; Carlos Eduardo Pimentel; Emerson Diógenes de Medeiros
Universidade Federal da Paraíba

RESUMO:

Esta pesquisa objetivou adaptar a Escala de Atitudes frente à Escola (EAE), reunindo evidências de sua validade fatorial e consistência interna. Realizaram-se dois estudos em João Pessoa. No Estudo 1 participaram 242 estudantes, a maioria de escolas particulares (53,7%) e do sexo feminino (57,7%), com idade média de 14,3. No Estudo 2 participaram 249 estudantes, predominando aqueles de escolas particulares (51%) e do sexo feminino (54,6%), com idade média de 14,6. Nos dois estudos, os participantes responderam a EAE e perguntas demográficas. No primeiro estudo, realizou-se uma análise de Componentes Principais em que se observou a existência de um fator, explicando 33,9% da variância total (a= 0,73). No segundo estudo, comprovou-se através da análise fatorial confirmatória que este modelo unifatorial era aceitável (AGFI = 0,90 e RMSEA = 0,08), com a= 0,70. Concluiu-se que esta medida pode ser empregada adequadamente em pesquisas no contexto em que foi adaptada.

Palavras-chave: Atitudes, Escolas, Estudantes.

Produção científica em avaliação psicológica no contexto escolar

AUTORES:
Katya Luciane de Oliveira I; Acácia Aparecida Angeli dos Santos I; Ana Paula Porto Noronha I; Evely Boruchovitch II; Cláudia Araújo da Cunha III; Marucia Patta Bardagi IV; Simone F. da Silva Domingues V

I Universidade São Francisco
II Universidade Estadual de Campinas
III Universidade Federal de Uberlândia
IV Universidade Federal do Rio Grande do Sul
V Universidade Cruzeiro do Sul


RESUMO:

Esta pesquisa objetivou analisar a produção científica em avaliação psicológica no contexto escolar publicada em 234 artigos de sete periódicos científicos indexados. A análise baseou-se em alguns critérios da metaciência, a saber, autoria, temática, discurso e análise dos tipos de avaliações. Os resultados evidenciaram que em alguns periódicos há maior concentração de publicações sobre a temática, acentuada nos últimos anos. A participação feminina foi predominante na autoria dos artigos e detectou-se ampla diversificação nos propósitos e contextos nos quais os testes psicológicos têm sido usados. Quanto ao tipo de avaliação, os instrumentos psicométricos foram os mais utilizados, sendo freqüente, também, o emprego de entrevistas e observação. A técnica projetiva foi empregada em apenas 2,3% das investigações. Sugere-se que outros estudos similares sejam realizados, visando a monitorar a expansão da área de avaliação psicológica no Brasil.

Palavras-chave: Avaliação psicológica, Medida, Ambiente educacional.

Variáveis da primeira fase da integração universitária e mudança de curso

AUTORES:
António M. Diniz; Leandro S. Almeida
Universidade do Minho

RESUMO:

Estudou-se a relação entre variáveis académicas e psicossociais da primeira fase da integração universitária (escolha e colocação num curso) e a Mudança de Curso (MC). As análises bivariadas dos dados de uma amostra de conveniência de 375 estudantes do primeiro ano mostraram que mudaram mais frequentemente de curso aqueles que: tinham Notas de Candidatura (NC) ao Ensino Superior mais baixas; frequentavam cursos ligados a Recursos Tecnológicos (RT); e, atribuíam menor importância aos Determinantes Intrínsecos (DI) na escolha de curso (competências e interesses). Para operacionalizar esta última variável recorreu-se à Escala de Determinantes da Escolha de Curso (EDEC). Entretanto, as variáveis atrás referidas, bem como as outras duas dimensões da EDEC (Agentes Mediadores e Estrutura Ocupacional), também discriminavam os estudantes de acordo com Género. Presume-se, então, que o Género se relaciona indirectamente com a MC, através da interveniência das variáveis NC, Área de Estudos e DI.

Palavras-chave: Ensino superior, Mudança de curso, Diferenças de géneros.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A Psicologia Educacional e o sistema de educação em Cuba

AUTOR:
Guillermo Arias Beatón
Facultad de Psicología, Universidad de La Habana
RESUMO:
Este artigo apresenta a análise do papel da Psicologia Educacional no desenvolvimento e organização do Sistema Nacional de Educação em Cuba. Destacar-se-á a evolução do pensamento filosófico, psicológico e pedagógico, desde o século XVIII até nossos dias, e como se enriqueceu o debate que exige a necessidade de uma aplicação prática dos conteúdos teóricos e das pesquisas empíricas para o aperfeiçoamento da Educação de um povo, impulsionados pela concepção de que as pessoas podem e devem apropriar-se dos conteúdos da educação como condição para promover o desenvolvimento sustentado em um projeto social e cultural revolucionário. A necessidade de realizar estudos e sistematizações críticas dos conceitos teóricos, metodológicos e empíricos de toda a psicologia, para construir um sistema de Educação que garanta a qualidade necessária para que se atinja o objetivo de aprendizagem de todos os escolares com sua diversidade. A importância que possui para uma luta contra o colonialismo cultural, que a psicologia e os psicólogos, em conjunto com as demais ciências afins à Educação, participem do debate científico e técnico, construindo a base para as políticas públicas sobre a educação e como, ao se inserir ainda mais no aperfeiçoamento destas políticas, tornará ainda mais significativo o papel da Psicologia com o compromisso social e cultural do país e sobretudo com o ser humano.
Palavras-chave: Educação, Aprendizagem, Desenvolvimento, Políticas públicas, Psicologia educacional.

sábado, 21 de novembro de 2009

Estudo correlacional entre interesses profissionais e vivências acadêmicas no ensino superior

AUTORES:
Ana Paula Porto Noronha; Denise da Fonseca Martins; Marina Gasparoto do Amaral Gurgel; Rodolfo Augusto Matteo Ambiel
Universidade São Francisco
RESUMO:
O construto interesse profissional é um dos avaliados quando da realização de processos de Orientação Profissional, embora ainda existam lacunas em sua definição e poucas pesquisas sobre o construto com estudantes universitários e sobre sua relação com sucesso acadêmico. O presente estudo teve como objetivo analisar as relações entre interesses profissionais e vivências acadêmicas de estudantes universitários nos primeiros e últimos semestres de dois cursos (Administração e Direito). Participaram 159 estudantes universitários, com idade entre 17 e 51 anos. Os instrumentos utilizados foram a Escala de Aconselhamento Profissional (EAP) e o Questionário de Vivências Acadêmicas - reduzido (QVA-r). Os resultados apontaram diferença de média significativa entre os cursos, nos dois instrumentos, sendo que apenas o QVA-r se diferenciou com relação aos semestres. Correlações positivas e significativas entre a preferência por atividades burocráticas e das ciências humanas e sociais com as vivências nos âmbitos da carreira e do estudo foram encontradas.
Palavras-chave: Avaliação psicológica, Interesses, Estudantes universitários, Orientação profissional.

Atitudes em relação à matemática em estudantes de Administração

AUTORES:
Verônica Lídia Peñaloza FuentesI; Ronaldo LimaII; Diego de Sousa GuerraI
I Universidade Estadual do Ceará II Universidade de São Paulo
RESUMO:
Esta pesquisa objetivava conhecer a predisposição dos alunos de Administração em relação à Matemática, bem como o enfoque utilizado em seus estudos. Espera-se contribuir com instrumentos de diagnóstico que permitam pesquisar o ambiente de aprendizagem da sala de aula. As técnicas utilizadas foram análise fatorial, estatística descritiva, testes não paramétricos e regressão binária logistic. As escalas de atitude relacionadas à Matemática e ao enfoque de estudo foram validadas, mostrando-se consistentes. Os resultados dos testes sugeriram que diferenças de gênero, idade ou mesmo estar cursando ou não a disciplina de Matemática não explicariam qualquer atitude negativa. Contudo, os testes mostraram-se significativos com relação à variável área de conhecimento preferida antes da faculdade. Os resultados mostraram também uma associação direta entre atitude positiva e enfoque de aprendizado profundo, porém essa relação mostrou-se estatisticamente não significativa. Realizou-se uma pesquisa descritiva, direta, usando dados de corte transversal, método de survey e coleta estruturada de dados.
Palavras-chave: Ensino da matemática, Ambiente da sala de aula, Atitudes do estudante.

A psicologia como abordagem formativa: um estudo sobre formação de professores

AUTORES:
Andréa Maturano Longarezi; Tamarisa de Camargo Alves
RESUMO:
O presente trabalho apresenta dados da pesquisa “A Organização do Ensino e o Desenvolvimento da Autonomia e da Afetividade na Formação e Prática Docente”, desenvolvida num Centro Municipal de Educação Infantil do município de Uberaba/MG. Tal estudo configurou-se numa pesquisa colaborativa e teve como objetivo principal desenvolver um processo de formação continuada de professores. Seguindo como orientação teórico-metodológica a psicologia histórico-cultural, a pesquisa concentrou-se na elaboração, no desenvolvimento e na avaliação coletiva de um projeto pedagógico na escola. Os dados obtidos foram reveladores do movimento formativo dos professores, indicando que a formação é desencadeadora do desenvolvimento profissional docente quando empreendida no espaço de atuação do professor, tomando sua atividade principal como conteúdo. Às problematizações agregaram-se situações de instrumentalização, o que garantiu novas aprendizagens quanto à ação docente, sugerindo movimentos catárticos. Assim, alterações da prática pedagógica foram evidenciadas por algumas atividades docentes realizadas no CEMEI e que anunciaram indícios de mudanças.
Palavras-chave: Formação de professores, Psicologia histórico-cultural, Ensino.

Competências para resolver problemas e para analisar a resolução de problemas: um estudo junto a professores, licenciandos, pedagogos e psicólogos

AUTORES:
Maria Helena FáveroI; Regina da Silva Pina NevesII
I Universidade de Brasília II Faculdade Jesus Maria José - FAJESU
RESUMO:
As avaliações oficiais e as pesquisas apontam dificuldades particulares com a divisão e os números racionais, sugerindo que o ensino valoriza as regras do algoritmo em detrimento do conceito, não ampliando a compreensão dos sistemas numéricos (Fávero, 2001; 2007). Inspirando-nos no estudo de Fávero (1994) sobre a prova de matemática, desenvolvemos dois estudos. No primeiro, apresentamos a 20 professores do ensino fundamental três tarefas escritas retiradas de avaliações escolares. Para cada uma, propusemos questões sobre a notação, a interpretação dos erros, a correção feita e o tipo de procedimento que sanaria as dificuldades. No segundo estudo, apresentamos a 26 pedagogas e 6 psicólogas duas tarefas: a resolução de uma situação-problema e a análise dos registros de sete alunos produzidos na resolução de três situações-problema. Os resultados evidenciaram que, no geral, os participantes descrevem o erro sem levantar hipóteses; atribuem-no ao aluno; e apresentam discurso construtivista, incompatível com suas respostas e dúvidas conceituais.
Palavras-chave: Ensino da matemática, Solução de problemas, Avaliação.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O tema jogo infantil no periódico Pro-Posições

AUTORES:
Flávia Roberta dos Santos Pereira; Litza Pereira Santos; Karen Santos Amorim; Lílian Miranda Bastos Pacheco
Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia
RESUMO:
Este trabalho pretende analisar os artigos sobre o tema jogo na Educação Infantil no periódico Pro-Posições de 1990 a 2003. A atividade lúdica é de extrema importância na infância, sendo uma das formas da criança entrar em contato com a realidade. Seis artigos foram analisados, segundo os critérios: data de publicação, autoria, filiação institucional, objeto de estudo, enfoques teórico/metodológico e conclusões dos estudos. As análises indicam que a frequência dos estudos aumentou consideravelmente desde 1994. Os autores são mulheres, professoras ou alunas, ligadas à pós-graduação nas Regiões Sul/Sudeste de universidades públicas. As pesquisas investigam relações entre jogo e desenvolvimento, brincar, cultura; fundamentam-se nas abordagens psicogenética, sócio-cultural ou na filosofia analítica; e envolvem estudos empíricos ou teóricos. Os artigos destacam a importância de se aprofundar os estudos sobre este momento da educação, em que funções maternas e educacionais se confundem, reunindo as potencialidades da atividade lúdica às necessidades da criança.
Palavras-chave: Educação infantil, Jogos, Brincadeiras.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Jogos de regras e relações cooperativas na escola: uma análise psicogenética

AUTORES:
Ana Paula Sthel Caiado; Claudia Broetto Rossetti
Universidade Federal do Espírito Santo
RESUMO:
Trata-se de um estudo sobre a inserção de jogos de regras na escola como estratégia facilitadora do desenvolvimento de relações cooperativas. De acordo com a abordagem psicogenética, o jogo de regras, ao possibilitar trocas entre iguais baseadas na reciprocidade, acaba por favorecer a cooperação. Buscou-se, então, analisar no cotidiano de duas escolas as configurações dadas ao jogar e as tendências cooperativas de seus alunos. Na primeira etapa da coleta dos dados, utilizou-se um roteiro de entrevista para os profissionais pedagógicos e um protocolo de observação. Tais instrumentos destinaram-se à caracterização das escolas em termos da utilização de jogos de regras. A investigação dos aspectos relacionados à cooperação exigiu um roteiro de entrevista para os alunos e os dados foram sistematizados de forma descritiva. Os resultados demonstraram que a maior presença dos jogos de regras no contexto da escola construtivista foi acompanhada por um maior desempenho cooperativo de seus alunos.
Palavras-chave: Jogos de regras, Cooperação, Epistemologia genética.

Psicologia Escolar no Brasil e no Maranhão: percursos históricos e tendências atuais

AUTORES:
Tatiana Oliveira de CarvalhoI; Claisy Maria Marinho-AraujoII
I Unidade de Ensino Superior Dom Bosco II Universidade de Brasília
RESUMO:
Discute-se o cenário atual da Psicologia Escolar no Maranhão, tendo como parâmetro as transformações ocorridas nas últimas décadas em âmbito nacional. Foi realizado um estudo bibliográfico sobre o tema, a partir do qual se levantaram reflexões sobre o histórico e as tendências atuais no âmbito da formação e atuação do psicólogo escolar no estado. Considera-se que no Maranhão necessita-se da contribuição de psicólogos escolares que, seguros de seu papel e intencionalidade, construam uma identidade profissional comprometida com as transformações sociais do contexto local, o que começa a se efetivar através do aprimoramento da formação na área.
Palavras-chave: Psicologia Escolar, Formação do psicólogo, Atuação do psicólogo.

Leitura de histórias e evocação de estados mentais por pré-escolares

AUTORES:
Marisa Cosenza Rodrigues; Mariana Wierman Henriques; Marina de Oliveira Patrício
Departamento de Psicologia, Universidade Federal de Juiz de Fora
RESUMO:
Esta pesquisa visou investigar a evocação de termos mentais por pré-escolares de 5 e 6 anos na leitura de um livro infantil nacional contendo narrativa por imagem (Truks - Editora Ática). Os relatos individuais das crianças, selecionadas por faixa etária, foram gravados, transcritos e analisados identificando-se palavras e expressões voltadas para os estados mentais mediante 4 categorias: termos cognitivos, emocionais, de desejo/intenção e perceptivos. Os resultados indicaram que as crianças de ambas as idades utilizaram termos referentes a estados mentais na leitura de narrativa por imagem. Os termos mais evocados foram os perceptivos, seguidos dos emocionais, cognitivos e de desejo/intenção. Houve diferença significativa entre o número total de termos evocados pelas crianças de 6 anos (264) e as de 5 anos (183). A predominância de termos perceptivos indica que as crianças focalizaram em suas narrativas mais termos que denotam comportamentos físicos e ações das personagens do que propriamente estados subjetivos.
Palavras-chave: Filosofia da mente, Educação infantil, Literatura infantil.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Psicólogo e escola: a compreensão de estudantes do ensino fundamental sobre esta relação

AUTORES:
Izabella Mendes Sant'Ana; Antonio Euzébios Filho; Fernando Lacerda Junior; Raquel Souza Lobo Guzzo
Pontifícia Universidade Católica de Campinas
RESUMO:
Este estudo visou compreender como alunos do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal de Campinas percebiam o papel do psicólogo na escola. As informações foram obtidas por meio de desenhos e escrita para 127 alunos de 1ª a 4ª séries e de respostas a duas perguntas sobre a atuação do psicólogo para 113 alunos de 5ª a 8ª séries. Os resultados apontaram que, em geral, os alunos perceberam o psicólogo como um profissional que conversa sobre a vida e fornece apoio à comunidade escolar, atuando como mediador nas interações sociais ocorridas nesse contexto. As expectativas dos alunos de 5ª a 8ª séries acerca do trabalho do psicólogo envolveram: orientação, ajuda à escola e seus agentes na resolução de problemas e participação ativa no cotidiano escolar. Foi evidenciada uma tendência positiva quanto à inserção do psicólogo na escola na visão dos estudantes, mesmo com limitações na compreensão do seu papel.
Palavras-chave: Psicologia escolar, Estudantes de 1o. grau, Psicológos escolares.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Modos de resolução de labirintos por alunos da escola fundamental

AUTORES:
Lino de Macedo; Gisele Escorel de Carvalho; Ana Lúcia Sicoli Petty
Laboratório de Psicopedagogia (LaPp), Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo
RESUMO:
Saber planejar expressa uma forma de antecipação com pré-correção de erros e uso de inferências. Esta questão foi aqui analisada em 60 matrizes de labirintos (20 A, 20 B e 20 C), resolvidas por 20 alunos da Escola Fundamental, entre 7 e 11 anos. Deste total, 31 matrizes foram resolvidas com um único traçado. As 29 restantes foram analisadas, considerando-se, dentre outros, procedimentos indicadores de planejamento: (1) começar do final, (2) aproveitar o traçado anterior e (3) interromper o traçado. O procedimento (1) foi utilizado pelos sujeitos em 7 matrizes; o procedimento (2) em 9; e o procedimento (3) em 5. Na discussão, apoiada em estudos comparáveis realizados por Piaget, destacaram-se três níveis de resolução das matrizes utilizadas. E, nas considerações finais, foram descritas algumas formas de intervenção, visando favorecer, em um contexto educacional, o desenvolvimento da habilidade de antecipação em crianças.
Palavras-chave: Aprendizagem, Jogos, Labirintos, Piaget.

domingo, 13 de setembro de 2009

Valor de tarefas de aprendizagem para universitários de cursos noturnos

AUTORA:
Valdete Maria Ruiz
Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino de São João da Boa Vista
RESUMO:
Objetivou-se analisar a ocorrência de diferenças na variável motivacional valor da tarefa entre estudantes de primeiro e último ano de três cursos do período noturno, em um centro universitário privado. Participaram 120 estudantes, sendo 20 do primeiro e 20 do quarto ano dos cursos de Administração, Ciência da Computação e Educação Física. Os dados foram obtidos por meio da sub-escala Valor da Tarefa do questionário Motivação e Atitudes Acadêmicas, elaborado a partir da tradução e adaptação do instrumento MSLQ. A análise de variância indicou diferença significante a favor do grupo do quarto ano de Ciência da Computação em relação aos demais (p<0,05). Os resultados são discutidos com base no modelo expectativa-valor da motivação, sugerindo que o componente valor ou interesse intrínseco foi o principal responsável pela redução do valor que esses participantes atribuíram às suas tarefas de aprendizagem.
Palavras-chave: Motivação, Ensino Superior, Atitudes.

Desvendando a queixa escolar: um estudo no Serviço de Psicologia da Universidade Federal de Rondônia

AUTORES:
Mariana Sathie Nakamura; Vanessa Aparecida Alves de Lima; Iracema Neno Cecilio Tada; Maria Hercília Rodrigues Junqueira
Universidade Federal de Rondônia
RESUMO:
Na história da psicologia escolar, a compreensão dos processos de produção e acompanhamento da queixa escolar é essencial, pois revelam a forma como a educação é percebida e construída pelos diversos atores do cenário educacional. Nesta perspectiva, procura-se conhecer a queixa escolar na cidade de Porto Velho (RO), por meio dos prontuários do Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Foram analisados 634 prontuários, entre os anos de 1993 e 2006. Os prontuários foram analisados pela categorização de Souza (1997), acrescentando uma categoria (causa apontada pelos familiares). Os resultados corroboram pesquisas nacionais de mesmo cunho, onde a queixa escolar sofre um processo de patologização, psicologização e medicalização, bem como recebe atendimento na clínica-escola onde não se consideram os diversos atores da produção do fracasso escolar, nomeando o aluno e seus familiares pelos problemas constitucionais e emocionais.
Palavras-chave: Problemas escolares, Psicologia escolar, Prontuários.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

CRIANÇAS BRASILEIRAS NO SÉCULO XIX: MAL EDUCADAS, MAL CRIADAS OU (DES)CIVILIZADAS?

AUTORA:
Magda Sarat Oliveira, Universidade Estadual do Centro-Oeste
RESUMO:
O comportamento e o relacionamento estabelecido entre adultos e crianças no Brasil do século XIX foi observado e registrado por “viajantes estrangeiros” que aqui estiveram. Esses relatos teciam inúmeras críticas ao relacionamento entre adultos e crianças e destacavam um “modo de ser” das crianças brasileiras em contraste com as crianças européias. Criou-se a partir daí uma concepção de que as crianças brasileiras teriam comportamentos inadequados, precisando de normas para “civilizá-las” e regular o seu modo de agir. Nesse contexto, discutiremos as concepções de infância/criança no período, a partir da bibliografia sobre os relatos de viajantes, do texto de uma educadora alemã que esteve no Brasil por volta de 1881 (Os meus romanos, alegrias e tristezas de uma educadora alemã no Brasil - Ina Von Binzer) e da possibilidade de estabelecimento de um processo civilizador para a infância brasileira.
Palavras-Chave: Criança; História; Comportamento; Relatos de viagem.

sábado, 27 de junho de 2009

Avaliação de crianças com indicação de dificuldades de aprendizagem pela bateria Woodcock-Johnson III

AUTORES:
Dalva Alice Rocha Mól I, Solange Muglia Wechsler II,
I Faculdades Integradas de Santa Fé do Sul
II Pontifícia Universidade Católica de Campinas
RESUMO:
Este estudo investigou as habilidades cognitivas de crianças com indicação de dificuldades de aprendizagem por seus professores. Participaram 60 crianças de ambos os sexos, idades de 7 a 10 anos, 30 sem indicação de dificuldades de aprendizagem e 30 com indicação de dificuldades de aprendizagem da primeira e segunda série, e oito professores. Utilizou-se a Bateria de Habilidades Cognitivas Woodcock-Johnson III (WJ III), composta por 10 testes e as notas escolares em Português, Matemática e Ciências. A Análise da Variância apontou efeitos de grupo em todas as habilidades avaliadas de série escolar. A correlação de Pearson apontou relações significativas entre as habilidades inteligência cristalizada, recuperação à longo prazo, processamento auditivo, raciocínio fluido e memória de trabalho com as notas de Português, como também desta última com a Matemática. Concluiu-se que a WJ III é válida para identificar dificuldades de aprendizagem.
Palavras-chave: Dificuldades de aprendizagem, Bateria Woodcock-Johnson III, Validação.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O resgate das demonstrações: uma contribuição da Informática à formação do professor de Matemática

AUTORES:
Emilia Barra Ferreira I, Adriana Benevides Soares II, Josefino Cabral Lima III,
I Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro
II Universidade Salgado de Oliveira
III Universidade Federal do Rio de Janeiro
RESUMO:
Este trabalho teve por objetivo investigar a contribuição dos ambientes de geometria dinâmica num processo de formação continuada de professores de Matemática, no sentido de incentivá-los ao uso das demonstrações. Nessa direção, foi desenvolvida uma engenharia didática, em ambiente de geometria dinâmica, buscando a formação dos professores participantes tanto em aspectos conceituais quanto didáticos. Oito professores em exercício do ensino de Matemática participaram dos trabalhos e os instrumentos utilizados para coleta de dados foram: questionários de sondagem, produção dos participantes na forma de material escrito, registro das manifestações dos professores durante a discussão de textos, seqüência didática elaborada pelos participantes para aplicação com seus alunos. Os resultados revelaram que o trabalho, nesse ambiente, se constitui numa alternativa eficiente no processo de formação de professores no sentido de incentivá-los ao uso das demonstrações.
Palavras-chave: Formação de professores, Demonstrações, Geometria dinâmica.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Análise fatorial com informação completa de uma prova de compreensão em leitura em estatística

AUTORES:
Anelise Silva Dias; Claudette Maria Medeiros Vendramini
Universidade São Francisco
RESUMO:
O objetivo principal deste estudo foi o de verificar evidência de validade de construto de uma prova de compreensão em leitura de um texto com informações estatísticas em estudantes de Psicologia. Foram participantes 206 estudantes regularmente matriculados no curso de Psicologia, sendo 79,1% do gênero feminino, com idades variando de 17 a 54 anos, M = 25,9 e DP = 6,8; 82,5% do período diurno e noturno. Foi utilizada uma prova de compreensão em leitura formada a partir de um texto específico que envolve conceitos estatísticos. O instrumento foi aplicado coletivamente em uma sessão, em horários regulares de aula. Os resultados da análise fatorial com informação completa revelaram a predominância unidimensional para os itens da prova de leitura específica, explicando 24,8% da variância entre os itens. O coeficiente de fidedignidade avaliado pelo coeficiente de Kuder-Richardson, igual a 0,813, indicou que a prova apresenta uma boa precisão.
Palavras-chave: Estatística, Estudantes universitários, Psicologia educacional.